quinta-feira, 20 de março de 2014

Economia solidária vislumbra novo futuro para os catadores de lixo... 11 resultados observados na separação do lixo!



Aproximadamente mil catadores de lixo, no Amazonas, já começam a vislumbrar um futuro melhor com o Projeto Cataforte, que vem sendo desenvolvido pelo Governo do Estado da Amazonas, por meio do Programa Economia Solidária, da Secretaria de Trabalho do Estado (Setrab).
O programa Economia Solidária, desenvolvido pelo Governo do Estado em parceria com o Governo Federal e que visa incentivar o empreendedorismos em vários segmentos de trabalho, tais como artesanato,agricultura familiar, dentre outros, trabalha atualmente no incentivo à mudança de novas formas de trabalho dos catadores de lixo em todo o Estado, através de cooperativas e por meio da coleta seletiva, reciclagem e comercialização do lixo .
A ação atingirá todos os 62 municípios do Estado.Como em cada município há grupos de 20 pessoas por cooperativas ou mais, sendo maior número de cooperativas em Manaus, a gerente de Economia Solidária da Setrab, Socorrro Papoula calcula que o projeto atingirá cerca de mil catadores.
Um trabalho que, além de mudar a vida de pessoas, segundo a gerente, irá alavancar a economia do Estado. Segundo Papoula, dados nacionais apontam que o Brasil perde 8 bilhões/ano por não reciclar o lixo.
De acordo com a Gerente, o projeto Cataforte foi aprovado, para o Estado, em novembro do ano passado, por meio de convênio e ainda está na fase das visitas em cidades do interior com palestras e ótima receptividade. " Cheguei ontem (22) de Novo Ayrão ( distante 180 quilômetros de Manaus) e lá será doada uma área com galpão onde serão recebidos todo o material para reciclagem".
De acordo com a gerente, a situação do lixo nas cidades do interior do Estado por onde tem visitado ainda é critica. " Visitei uma área em Autazes ( município distante 161 quilômetros de Manaus), onde era enorme o volume de lixo no leito do rio e, em Tabatinga (1.105 quilômetros de Manaus), não se sabe quem é lixo, rato e gente", disse a secretária, ao enfatizar a urgência na mudança de vida destas pessoas.
Ao observar que o Governo Federal estabeleceu um prazo até 2014 para que se resolva a questão do lixo no País, Papoula destacou que o aterro sanitário não é a solução viável à destinação do lixo.
Apesar do quadro ainda ser assustador no interior, a gerente destaca que já há uma boa organização de cooperativas na Capital e no Estado e, embora ainda não tenha o número de empresas que fazem esse trabalho de reciclagem, algumas empresas já realizam trabalho de compra e transporte do material.
Paralelo à implantação do sistema de coleta, reciclagem e comercialização do lixo, o Projeto Cataforte realiza um trabalho educativo com os moradores das comunidades, ensinando e orientando sobre como separar o lixo seco ( vidros, metais, papel) do molhado (comidas ).

Fim de ano com renda melhor

Segundo a gerente, um dos resultados de destaques do Programa Economia Solidária aconteceu em dezembro do ano passado no municipio de Novo Ayrão com depoimento, segundo ela, de mulheres que conseguiram ganhar mais dinheiro por meio de trabalhos de reciclagem.
Em Novo Ayrão já funcionam cinco empreendimentos do programa Economia Solidária, com trabalhos desenvolvidos por grupos de reciclagem com pets, sacos de batatas e capas de sombrinhas, que são transformados em bolsas, e grupos que desenvolvem hortas orgânicas e que produzem espetos de churrascos.
De acordo com a gerente, os trabalhos em Novo Ayrão vêm beneficiando150 famllias e contam com total apoio da prefeita da cidade, Lindinalva Ferreira.
Outros projetos já estão em andamento: Uma fábrica de sabão e sabonete a partir de resíduos do óleo doméstico.

O Cataforte

O Programa Cataforte começou em 2007, pela parceria dda Secretaria Nacional de Economia Solidária - Senaes e Fundação Banco do Brasil - FBB, para estimular a organização de grupos de catadores com base nos princípios da Economia Solidária, visando promover o desenvolvimento local e combater a exclusão e desigualdades sociais no Brasil por meio de: Ações de formação e Assistência técnica para a estruturação da unidades de coleta, triagem, processamento e comercialização de materiais recicláveis.
Sua segunda fase iniciou em 2010 com parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Social -BNDES e Petroleo Brasileir S. A , Petrobras, dando continuidade às ações de atuação em rede com: Formação e assessoria técnica ao catadores e aquisição de veículos e equipamentos para as cooperativas de catadores de materiais recicláveis
A participação dos catadores no Cataforte é fundamental e os transforma em protagonistas para a solução da destinação de materiais recicláveis que são descartados e não aproveitados. Outro ganho é que, além de oferecer condições dignas de trabalho e valorização da atividade, o catador tem a oportunidade de crescimento profissional com cursos e assessoria técnica, participando dos beneficios advindos de investimentos, na aquisição de caminhões para atuarem junto às redes de empreendimentos solidários

Faça sua parte !

Ao separar os resíduos, você promove os primeiros passos para sua destinação adequada. Os resultados podem ser observados:
  1. Melhoria na limpeza e higiene da cidade;
  2. Diminuição dos gastos com a limpeza urbana;
  3. Prevenção de enchentes;
  4. Reciclagem de materiais que iriam para o lixo;
  5. Fortalecimento de cooperativas de catadores;
  6. Geração de trabalho e rendda pela comercialização dos recicláveis;
  7. Aumento da vida últil dos aterros sanitários;
  8. Diminuição da poluição do solo, da água e do ar;
  9. Redução da extração dos recursos naturais;
  10. Economia de energia e água;
  11. Diminuição dos custos da produção, com aproveitamento de recicláveis pelas indústrias;
  12. Redução do Impacto ambiental


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