quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Aécio Neves vai simplificar o sistema tributário e desburocratizar o Simples


O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil reafirma seu compromisso de retomar o crescimento da economia com a ampliação das possibilidades de desenvolvimento das micro e pequenas empresas
Entre as medidas do governo de Aécio Neves para estimular o fortalecimento das micro e pequenas empresas está a simplificação do sistema tributário e a desburocratização do Simples, imposto criado durante o governo do PSDB, que possibilitou também o surgimento do Supersimples.
“A origem do Simples e do Supersimples está no governo do PSDB e queremos, cada vez mais, diminuir a burocracia. Uma das primeiras propostas que encaminharei ao Congresso Nacional passa pela simplificação do nosso sistema tributário”, lembrou o candidato. 
O anúncio foi feito hoje, 25/8, em entrevista coletiva após uma caminhada na rua da Alfândega, na região da Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega), no centro do Rio de Janeiro. O local é considerado o maior shopping a céu aberto da América Latina, onde circulam diariamente 120 mil pessoas em seus 1.800 estabelecimentos.
O candidato reiterou seu compromisso com o crescimento econômico e a retomada da competitividade. “Temos que dar melhores condições de competitividade, em especial, focada no pequeno e no microempresário, que são os que mais empregam hoje”, destacou.
Aécio também disse ser necessário resgatar a credibilidade do país para que haja novos investimentos. "Só existe emprego crescente, onde existe crescimento. Os últimos números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) são preocupantes. Tivemos o pior julho desde 1999 e os três meses anteriores, comparativamente a outros anos, também foram os piores da última década. Nossa proposta busca resgatar a credibilidade do país para retomarmos o crescimento a partir de novos investimentos", ressaltou.

Durante o percurso na Saara, Aécio ouviu queixas de empresários em relação à crise econômica e à retração do consumo, cumprimentou comerciantes e visitantes e tirou fotos com eleitores. Estava ao lado do senador Francisco Dornelles, vice do candidato ao governo do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão, e de Jorge Picciani, deputado estadual e presidente do PMDB-RJ.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Monumento Tenente Roxana Bonessi

O monumento Tenente Roxana Bonessi é um monumento erguido no bairro São Jorge em Manaus,  como uma maneira de homenagear as mulheres e crianças vítimas de violência. Esse monumento é dedicado à ex-tenente do Exército Brasileiro Roxana Pereira Bonessi Cohen, de 27 anos, que foi brutalmente  assassinada em 02 de dezembro de 2002, pelo capitão do Exército Paulo Nelson Lima Loureiro.
Quem construiu o monumento foi o pai dela e justamente no local por onde passam muitos militares, para que a história não fosse esquecida, pois ela era uma pessoa muito querida pela comunidade manauara.
No monumento, Roxana aparece sentada dentro de uma ostra gigante sendo carregadas por alguns golfinhos, pode-se perceber a presença de outros elementos marítimos como uma tartaruga marinha, uma estrela do mar e um polvo.  Além disso, existem algumas bíblias com mensagens de carinho e uma placa memorial com a foto da tenenteRoxana Bonessi.
Monumento Tenente Roxana Bonessi
Monumento Tenente Roxana Bonessi
Monumento Tenente Roxana Bonessi
Monumento Tenente Roxana Bonessi
Tenente Roxana Pereira Bonessi Cohen
Tenente Roxana Pereira Bonessi Cohen
Ajudam a compor o memorial dois livros (da vida e da lei) e duas placas (do memorial e dedicatória).

Livros do Monumento Tenente Roxana Bonessi

Livro da Vida "As vidas felizes são sempre curtas, para o desgraçado uma só noite vale uma eternidade." Luciano de Samosatate "Mesmo sendo inocentes amadas por Deus, não evitaram a sorte que o destino lhes reservará" Alfredo Bonessi
Livro da Vida
“As vidas felizes são sempre curtas, para o
desgraçado uma só noite vale uma
eternidade.”
Luciano de Samosatate
“Mesmo sendo inocentes amadas por Deus, não
evitaram a sorte que o destino lhes
reservará”
Alfredo Bonessi
Livro da Lei "Não teremos mais necessidades de sol para nos alumiar, nem de lua para nos iluminar, pois temos por luz o Senhor, cujo espírito repousa sobre nós e que nos consagra pelo nosso martieio" Isaias (60,61)
Livro da Lei
“Não teremos mais necessidades de sol para
nos alumiar, nem de lua para nos iluminar,
pois temos por luz o Senhor, cujo espírito
repousa sobre nós e que nos consagra pelo
nosso martieio”
Isaias (60,61)

Placas do Monumento Tenente Roxana Bonessi

Monumento Tenente Roxana Bonessi - Homenagem às mulheres e crianças vítimas de violência
Monumento Tenente Roxana Bonessi – Homenagem às mulheres e crianças vítimas de violência
À Rainha da Natureza Roxana Pereira Bonessi Existe Algo que levaremos para o esto de nossas vidas... Levaremos lembranças inesquecíveis de vc... Lembranças que nos macarão... que mexerão com a nossa existência... Provavelmente iremos pela vida a fora colecionando essas lembranças em ordem de grandeza de cada detalhe que nos foi importante. Cada momento em nossos dias... que nos deixou marcas... cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem... Lembraremos de você no raiar do sol... num buquê de flores, numa palavra amiga, num olhar... num sorriso angelical, num perfume... num beijo... Para o resto de nossas vidas levaremos você dentro de nós... De quem te ama Comunidade do Estado do Amazonas
À Rainha da Natureza
Roxana Pereira Bonessi
Existe Algo que levaremos para o esto de
nossas vidas…
Levaremos lembranças inesquecíveis de vc…
Lembranças que nos macarão… que mexerão
com a nossa existência…
Provavelmente iremos pela vida a fora
colecionando essas lembranças em ordem de
grandeza de cada detalhe que nos foi
importante.
Cada momento em nossos dias… que nos
deixou marcas… cada instante que foi
cravado no nosso peito como uma tatuagem…
Lembraremos de você no raiar do sol… num
buquê de flores, numa palavra amiga, num
olhar… num sorriso angelical, num
perfume… num beijo…
Para o resto de nossas vidas levaremos você
dentro de nós…
De quem te ama
Comunidade do Estado do Amazonas
Além do monumento no bairro do São Jorge, existem outros itens espalhados em Manaus para que não se perca a memória dessa tragédia.  Podemos citar a cruz  em homenagem a Tenente Roxana Bonessi que ficava na estrada que dá acesso ao Distrito Industrial II, Zona Leste de Manaus.
Cruz relembra caso que chocou Manaus em 2002 Foto: Valter Calheiros
Cruz relembra caso que chocou Manaus em 2002
Foto: Valter Calheiros
Homenagem a tenente morta é esquecida e abandonada na Zona Leste de Manaus
Homenagem a tenente morta é esquecida e abandonada na Zona Leste de Manaus
A Cruz que homenageava a Tenente Roxana Bonessi foi arrancada do ponto onde estava localizada na Zona Leste de Manaus e jogada em matagal.
Cruz foi arrancada de ponto onde estava localizada na Zona Leste de Manaus e jogada no matagal. Foto: Valter Calheiros
Cruz foi arrancada de ponto onde estava localizada na Zona Leste de Manaus e jogada no matagal.
Foto: Valter Calheiros
Existe também uma Escola Estadual em sua homenagem a Escola Estadual de Tempo Integral Roxana Bonessi , localizada na Rua Enzo Ferrari, s nº. Bairro Colônia Oliveira Machado,  e uma Avenida  a Avenida Tenente Roxana Bonessi, no Monte das Oliveira, zona norte.

Versão Popular sobre o Homicídio da Tenente Roxana Bonessi que chocou Manaus em 2002

Roxana Pereira Bonessi Cohen, foi morta em 2002 com uma facada no pescoço pelo ex-namorado, o capitão do exército, Paulo Nelson Lima Loureiro.  O capitão Paulo Loureiro, na época, servia junto com a tenente Roxana na ICFEX [Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército]. Ele já servia lá há anos e era um ‘pegador’.
O capitão então se apaixonou pela jovem Roxana e viveram um caso de amor, porém, o capitão era casado. Como ele era casado, a tenente resolveu terminar o relacionamento extra-conjugal e o mesmo não aceitou.
Uma tardinha na saída do expediente ele a abordou no estacionamento, e presume-se que foi ai que começou a briga, pois o mesmo não aceitava o rompimento (estava apaixonado por ela) e o resto são especulações. Ele foi julgado [IPM= Inquérito Policial Militar] e expulso do EB [Exército Brasileiro], alguns dizem que ele e a esposa se acertaram, especula-se, inclusive, que ele tenha algum emprego e vivam juntos até hoje

Outra matéria publicada no Superior Tribunal Militar reporta o seguinte.

Homicídio da tenente Roxana Pereira Bonessi Cohen

O homicídio ocorreu no dia 02 de dezembro de 2002, quando o capitão do exército Paulo Nelson Loureiro matou, a golpe de faca, a 2ª tenente Roxana Cohen, na garagem da 12ª Inspetoria de Contabilidade e Finanças do Exército, na capital amazonense.
O ato foi feito em retaliação ao término do caso extraconjugal mantido entre o capitão e a tenente. Na sua versão, o condenado sustentou que a tenente havia se ferido ao cair acidentalmente sobre uma faca que ela mesma trazia nas mãos.
Após cometer o assassinato, o capitão pôs o corpo da oficial no porta-malas do carro e o deixou em um lixão, nas proximidades do Colégio Agrícola. Em seguida, o militar voltou à cena do crime e tentou apagar os indícios de seu ato.
Seu nome surgiu nas investigações porque o capitão do Exército deu entrada no Pronto-Socorro 28 de Agosto com ferimentos de faca em seu corpo. Uma revista em seu carro, um Fiat-Brava JXS-4600, localizou a bainha protetora da faca que foi usada no crime e duas toalhas ensanguentadas.
Todo o material encontrado foi encaminhado para exames periciais.
Em 2003, o militar havia sido condenado a 15 anos de prisão, em primeira  instância, pela Auditoria da 12ª Circunscrição Judiciária Militar, em Manaus. Dois anos depois, em 2005, o STM deu provimento a recurso do Ministério Público Militar e decidiu majorar a pena para 25 anos.
Na ocasião, o Tribunal acatou a tese de homicídio qualificado apresentado pela acusação, ao alegar as seguintes razões: motivo torpe, uso de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e caso em que o agente se prevalece da situação de serviço. Além disso, a pena foi aumentada pelo fato de o autor ter utilizado arma de serviço.

Aécio Neves vai garantir água para beber e plantar no Nordeste


Ações de revitalização do rio São Francisco e mananciais, poços, cisternas, barragens e adutoras estão entre as principais metas do plano Nordeste Forte
A conclusão da Transposição do rio São Francisco e a sua revitalização, a partir da revisão rigorosa de prazos e custos anteriormente definidos e aprovados, estão entre as propostas do candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, apresentadas neste sábado em Salvador. Está prevista também a ligação entre as bacias do Parnaíba e do São Francisco, para beneficiar o semiárido do Piauí, além da conclusão do Canal do Sertão Alagoano.
Essas metas integram o plano Nordeste Forte, programa cujo objetivo é encontrar soluções para a região no desenvolvimento econômico sustentável, redução das desigualdades e integração regional a partir de suas próprias vocações e potencialidades.
O abastecimento de água para produção e consumo terá prioridade. Para isso, estão previstas ações para integrar mananciais, com ampliações por poços e cisternas, e revitalização de pequenas barragens. Serão feitos, ainda, investimentos na adequação de sistemas existentes de abastecimento de água.
E mais: para melhorar a realidade do Semiárido, o Nordeste Forte implantará o “Programa Decenal de Desenvolvimento do Semiárido”, isto é, os Estados nordestinos poderão se articular com o governo federal para que os recursos de projetos prioritários estejam garantidos ao longo de diferentes governos. Para isso, serão elaborados orçamentos plurianuais.
Para colocar o plano em ação, o governo de Aécio Neves criará financiamentos específicos para programas de recuperação, perfuração e instalação de poços tubulares e adutoras, captação e armazenamento de água de chuva, terras molhadas, mecanização agrícola, água subterrânea, revitalização de pequenas barragens e produção de peixes do semiárido e a criação de animais na caatinga. Esses recursos ajudarão o pequeno agricultor a garantir a qualidade da produção.

Aécio traz a experiência de seus dois governos em Minas Gerais. “Nós temos um Nordeste incrustado no território mineiro. Os vales do Jequitinhonha e do Mucuri e o Norte mineiro têm um IDH médio ainda abaixo da média do Nordeste. Terminei meu governo tendo investido três vezes mais por cidadão per capita nessa região do que nas regiões mais desenvolvidas do país”, afirmou.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

História do Bairro Praça XIV

A história da Praça 14 está intrinsecamente ligada à Revolução de 14 de janeiro de 1892, quando um grupo de revolucionários liderado por Almino Álvares Affonso, Leonardo Malcher e Lima Bacuri tentou tirar do poder o governador da época Thaumaturgo de Azevêdo, cujo principal motivo era a insatisfação popular, deveu-se ao fracasso da administração estadual, provocada pelo atraso do funcionalismo e fornecedores, dessa forma provocando uma grave crise que culminou com um rompimento até mesmo com o governo federal.
Jaqueirão
Jaqueirão
O conflito armado teve inicio em frente ao Palácio do governo na Praça D. Pedro II, onde funcionou a antiga Prefeitura Municipal de Manaus, nesta ocasião o soldado João Fernandes Pimenta, do Esquadrão de Cavalaria do Batalhão de Policia de Segurança do Estado, que guardava a entrada do Palácio de governo foi ferido no peito.
O movimento revolucionário terminou em 27 de fevereiro de 1892 com a renúncia do então governador Thaumaturgo de Azevêdo e, consequentemente a nomeação de Eduardo Ribeiro para Governo Estadual. Em homenagem ao soldado morto no processo, a Praça 14, tinha o nome de Praça da Conciliação, passou a chamar-se Praça Fernandes Pimenta, de acordo com a resolução de 05 de fevereiro de 1892. Este nome foi mudado a seguir, para a denominação de Praça 14 de janeiro com a referência à data revolucionária.
Na década de 40, a colônia dos portugueses residentes em Manaus solicitou à Câmara Municipal a troca de nome para Praça Portugal, solicitação essa deferida pelos políticos, porém não aceita pelos moradores do bairro que preferiram continuar com a mesma nomenclatura.
Praça 14 em 1952.  Foto: Correa Lima  Os números indicam o nome das ruas: Tarumã-2, Joaquim Nabuco - 5, Major Gabriel 4...
Praça 14 em 1952.
Foto: Correa Lima
Os números indicam o nome das ruas: Tarumã-2, Joaquim Nabuco – 5, Major Gabriel 4…

O Santuário de Fátima

A idealização de uma capela no bairro da Praça 14 começou no dia 13 de maio de 1939 com a celebração da primeira missa campal pelo Bispo Diocesano, Dom Basílio Pereira.
Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Naquela época, os moradores do bairro por não disporem de uma Igreja, se deslocavam até a Paróquia de São Sebastião para assistirem as celebrações religiosas.
O pároco Frei José de Leonissa, da Ordem dos Capuchinhos, interessou-se em construir uma capela dedicada à Nossa Senhora de Fátima, que atendesse aos fiéis do bairro. Para que esse objetivo fosse alcançado, dialogou com um rico comerciante local conhecido como Antônio Caixeiro, que demonstrou interesse à causa, doando um terreno para a construção da Igreja.
Essa igreja, em virtude de pequenos recursos foi construída em madeira e atendeu provisoriamente os moradores até meados de 1960. Hoje, no local, funciona a Casa Paroquial.
Entretanto, Frei José de Leonissa desejava construir um Santuário, que abrigasse maior numero de fieis. Novo terreno foi doado, desta vez pela Prefeitura Municipal, e a construção da atual igreja foi iniciada em 13 de outubro de 1942, com a ajuda filantrópica da Colônia Portuguesa residente em Manaus.
Em decorrência do despreparo operacional de firmas construtoras, a conclusão da igreja só ocorreu em 13 de outubro de 1975.
Um ano anterior a inauguração a Paróquia da Praça 14 se desmembrava definitivamente da igreja de São Sebastião, tendo sido nomeado como primeiro vigário o Padre Santo Roratto, da Ordem dos Padres Palotinos do Rio Garnde do sul.

Igreja de Nossa Senhora de Fátima
Igreja de Nossa Senhora de Fátima

O Berço do Samba em Manaus

O Bairro é considerado o berço do samba em Manaus – tradicional reduto da população negra originária de escravos migrados do Maranhão, que fixou suas raízes culturais contribuindo para produção e enriquecimento da consciência amazonense.
A Vitória Régia foi fundada em uma segunda feira, primeiro de dezembro de 1975 na Casa da “Tia” Lindoca, na rua Jonathas Pedrosa, Praça 14 de Janeiro,as 17:00. Seus principais fundadores foram “seu” Fernando, Chiquito, Zé Ruidade, a própria Tia Lindoca, entre outros, sendo estes descendentes de fundadores da tradicional Escola de Samba Mista da Praça 14. Detalhe: Nenhum fundador é vivo nos dias atuais (2014).
A escola realizava seus ensaios no pátio da casa da Tia Lindoca até 1988, às vezes em ocasiões especiais, na própria praça do Bairro. Em 1989 a escola ganhou sua quadra coberta, ao lado de uma igreja católica (Nossa Senhora de Fátima), na Rua Emílio Moreira. Desde então houve um movimento para o maior profissionalismo da escola, que sempre desfilava “gigante”, mas não ganhava nenhum título, desde 1980. Em 1990, junto ao então emergente Reino Unido da Liberdade, a escola voltava a vencer uma disputa.

Aécio anuncia aumento de aposentadoria acima do salário mínimo















O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, anunciou, neste domingo (24/08), que vai implementar em seu governo um programa de benefícios à pessoa idosa, o DignaIdade, que prevê ações como o aumento das aposentadorias em valor acima do salário mínimo e ampliação de instituições voltadas à terceira idade. Aécio também anunciou o aumento real do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em valor acima do salário mínimo.
O candidato visitou o Abrigo Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, onde vivem atualmente 275 pessoas com mais de 60 anos de idade. A maioria tem necessidade de cuidados especiais em razão de doenças físicas ou psíquicas.
“O Brasil vem envelhecendo e não se preparou para cuidar dos seus idosos. Estamos lançando hoje o programa DignaIdade, que tem [como] a primeira vertente ampliar e qualificar os cuidadores e, segundo, um apoio mais efetivo e a ampliação das unidades, principalmente que atendem aqueles idosos que foram abandonados em hospitais ou pelas próprias famílias”, disse na visita ao abrigo, único no Estado em condições de receber idosos com elevado grau de dependência.

Aumento especial na aposentadoria 
O aumento especial das aposentadorias considerará a fórmula atual do salário mínimo, que leva em conta a previsão de inflação mais o crescimento da economia de dois anos antes, acrescida da variação no preço dos remédios. Para isso, será instituída uma cesta de medicamentos de uso continuado cujos preços serão monitorados. Assim, os valores pagos aos idosos irá superar o aumento do salário mínimo. O aumento também irá valer para o Benefício de Prestação Continuada
“Será a primeira sinalização clara de que os idosos do Brasil começarão a ter um tratamento diferenciado, condizente com o respeito que a sociedade tem por eles e com a contribuição que eles deram ao país ao longo de toda a sua vida”, declarou.
Aécio garantiu que os recursos serão possíveis pelas medidas responsáveis que seu governo adotará, com responsabilidade na gestão do Estado e combate ao desperdício e à corrupção.
“Uma política fiscal austera, que não desperdiça nem aumenta os gastos correntes de forma avassaladora como esse governo aumentou ao longo dos últimos anos”. De acordo com ele, o aumento dos gastos correntes nos quatro primeiros meses de 2014 foi quase o dobro da elevação nas receitas. “A questão é estabelecer prioridades, e tratar da questão do idoso no meu governo será prioridade absoluta.”
Para o candidato, será algo simples de realizar e sem custo expressivo. “É um gesto, a meu ver, de sensibilidade, de respeito para com os idosos, sem que onere em demasia o Tesouro Nacional. O que onera o Tesouro são os mais de R$ 30 bilhões que estão sendo transferidos a empresas de transmissão de energia pelo absoluto equívoco do governo na condução dessa área.”

Amizade sincera
Aécio Neves foi recepcionado em clima de festa no abrigo. Cumprimentou cada um dos internos, muitos dos quais em cadeira de roda, fez uma saudação a eles, cantou a música “Amizade Sincera”, de Renato Teixeira, dançou com a interna Ladir Rodrigues Horta, 67 anos, e ouviu outras duas cantarem. Depois, visitou as instalações onde ficam os internos em estado de saúde mais crítico.
Em entrevista coletiva após a visita, o candidato a presidente destacou que seu projeto de governo representa um novo ciclo de desenvolvimento. Afirmou ainda estar confiante na sua ida ao segundo turno.
“Eu estou absolutamente sereno, construímos uma proposta que não é improvisada, uma proposta coerente, aquilo que defendo hoje eu já defendi lá atrás. Acho muito importante as conquistas que nos trouxeram até aqui. Sempre defendi o Plano Real, sempre defendi a lei de responsabilidade fiscal, sempre defendi as privatizações em setores essenciais para que o Brasil se modernizasse.”

Bolsa Família
Perguntado sobre por que citou no programa do horário eleitoral gratuito o compromisso de manutenção do programa Bolsa Família, Aécio afirmou que o PT promove “terrorismo disseminado”, para tentar tirar votos dele espalhando a mentira de que esse programa seria extinto eu sem governo.
“Há um terrorismo disseminado no Brasil afora, cheguei essa madrugada de Iguatu, no Ceará, e esse era o tema lá. [Disseminado] obviamente pelo PT, pelos seus filiados ou simpatizantes, porque na ausência de propostas a apresentar ao Brasil fazem o terrorismo, e não é de hoje. Vem de outras eleições.”
Aécio Neves reafirmou que irá manter o Bolsa Família, mas também fará intervenções adequadas no cadastro desse programa para que, além da transferência de renda, as pessoas atendidas sejam contempladas com outras ações como saneamento, melhoria nas condições de moradia, qualificação para inserção no mercado de trabalho.

domingo, 24 de agosto de 2014

História do Bairro Presidente Vargas

A busca por melhoria de vida, a fuga da falta de perspectiva devido ao abandono relegado ao interior do Amazonas no início do século XX e a busca de qualidade de vida e de emprego nos centros urbanos foi um chamariz para milhares de interioranos abandonarem suas terras e se aventurarem em Manaus. Essa foi origem do bairro Presidente Vargas.
História do Bairro Presidente Vargas
História do Bairro Presidente Vargas
Nos seus primórdios, ficou conhecida como Morro do Tucumã, devido à grande presença de uma palmeira no local, passando a ser habitada, sobretudo por pessoas de classe baixa e oriundas do interior.
Morro do Tucumã
Morro do Tucumã
É possível encontrar referências da localidade desde 1894, quando sofreu intervenção da Intendência Municipal que mandara limpar toda a área.
O nome Matinha veio na primeira metade do século XX, por conta do intenso matagal e a existência de apenas uma trilha de acesso. A paisagem era composta por poucas habitações feitas de taipa e palha e o imenso matagal com muitas árvores de tucumã e rosa-madeira.
Os caminhos que davam acesso às moradias eram estreitos, ao lado da área onde ficavam o curral de vacas do fazendeiro Barros.
Na primeira metade do século XX, ergueram-se muitas olarias e o fluxo de carroças era intenso. Por conta das idas e vindas numerosas, passaram a chamar o trecho de avenida Kako Caminho (antiga Boa Sorte) de rua do “Corre Frouxo”. A consolidação do bairro veio com as primeiras empresas como Olarias, serrarias e a fábrica “Jutal”.

Em meados da década 1940 aconteceu o famoso incêndio da rua São Domingos,uma das principais do bairro que teria sido causado por um vizinho que se distraiu ao fritar peixe.
VISTA AÉREA DE MANAUS ANOS 1930/40 PUBLICADO PELA REVISTA LIFE EM 1940
VISTA AÉREA DE MANAUS ANOS 1930/40 PUBLICADO PELA REVISTA LIFE EM 1940
O fogo da frigideira subiu e alcançou o teto, já que as habitações eram baixas e com cobertura de palha. Foi fácil a propagação do fogo e 46 casas foram destruídas pelas chamas. Na época, as autoridades públicas auxiliaram a reconstrução dos barracos.
Na segunda metade da década de 1980 existia uma rivalidade entre os ribeirinhos da Matinha, da Glória e São Raimundo. A disputa pela primazia e monopólio das devidas orlas era motivo de brigas e desavenças entre os moradores.
As disputas eram principalmente nas áreas de fluxo das catraias, onde os jovens matinheiros e bucheiros atravessavam às braçadas, de uma ponta a outra.
Bariri, no Bairro Presidente Vargas

sábado, 23 de agosto de 2014

A Ilha de Marapatá

Existe uma ilha fantástica no Amazonas, localizada bem na entrada de Manaus, chama-se Ilha de Marapatá, ela é alcançável pela Zona Sul, e fica próxima ao Encontro das Águas. Alguns estudiosos dizem que este nome significa na língua Macua (tribo africana) alpendre (espaço coberto, reentrante, e aberto na fachada de uma casa, que dá acesso ao interior).
A ilha de Marapatá é conhecida como a Ilha da Consciência, segundo a lenda, a ilha é o limite da consciência do homem civilizado: quem sobe o Amazonas deixa a vergonha em Marapatá.
A Ilha de Marapatá
A Ilha de Marapatá
A lenda diz que aquele que passava por ela estava se anulando de suas raízes, se eximindo de sua identidade cultural, ou seja, suas raízes culturais, suas atitudes e comportamentos se modificariam com o lugar, perdendo a vergonha, a moral.
Este lugar é tema para muitos cientistas sociais e escritores, no que diz respeito a ética – falam que o interiorano com a sua peculiar “pureza” ou o forasteiro, antes de aportar em Manaus, deixa a sua vergonha na Ilha de Marapatá, tornando a cidade um lugar ideal para trapaças e crimes. Os empresários que teimam em construir o Porto das Lajes, deixaram a sua consciência (honradez, retidão e probidade) enterradas na ilha, aliás, desejam fincar os seus negócios bem na “ilharga” da ilha – no encontra das águas!
A Ilha de Marapatá foto : Cleiton Alves
A Ilha de Marapatá
foto : Cleiton Alves
O escritor Euclides da Cunha, no seu livro “Terra Sem História” relata o seguinte: “À entrada de Manaus existe uma ilha, de Marapatá, que é o mais original dos lazaretos (que, ou aquele que tem pústulas, chagas) um lazareto de almas! Ali, dizem, o recém-vindo deixa a consciência”.
O também famoso Mário de Andrade, ao escrever Macunaíma, refere-se à ilha: ”No outro dia Macunaíma pulou cedo na ubá (canoa indígena) e deu uma chegada até a foz do rio Negro pra deixar a consciência na ilha de Marapatá, deixou-a bem na ponta dum mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas, voltou pro lugar onde os manos esperavam e no pino do dia os três rumaram pra margem esquerda do Sol”.
A Ilha de Marapatá
A Ilha de Marapatá
O saudoso poeta Aníbal Beça e o compositor Armando de Paula fizeram uma linda canção chamada “Marapatá”, a letra é assim:
Que doce mistério
Abriga teu dorso
De ilha afogada
No curso das mágoas?
O Velho Bahira
Se mira nas águas
Espelho da lua
Narciso nheengara
É Marapatá, porta de Manaus
É Marapatá, patati patatá
Que mana maninha
Que dança sozinha
Savana de seda
Pavana de cio
Capim canarana
Bubuia banzando
Canção enrugada
Banzeiro de rio
Vá logo deixando
Senhor forasteiro
A sua vergonha
Em Marapatá
Vergonha se verga
Na cuia do ventre
No V da ilhargas
Vincando por lá
Cunhã se arretando
Tesão de mormaço
Abrindo as entranhas
A flor do tajá
E o macho fungando
Flechando, fisgando
Mordendo a leseira
Dizendo:”Ulha já!”
É isso aí, manos e manas da nossa aldeia! Vamos mudar – nada de deixar a consciência na Ilha de Marapatá!
Vamos fazer uma bela Manaus, com homens retos, probos, visando sempre ao bem comum e, o respeito pela mãe natureza.
Do jeito que está – não dá para ser feliz, Marapatá!