domingo, 7 de setembro de 2014

Represa da Cachoeira Grande em Manaus

A Cachoeira Grande foi inaugurada em 1888, com uma represa de 105 metros de comprimento – a água era cristalina e potável. Desaguam por lá vários igarapés, sendo principais os Igarapés do Mindú e dos Franceses, outrora, todos serviam de balneários para os manauenses se refrescarem nas tardes quentes de verão amazônico.
Casa de Máquinas, em 1904 - Represa da Cachoeira Grande em Manaus
Essa obra foi o maior investimento feito na Região Norte no governo imperial de D. Pedro II.
A fotografia antiga mostra como era bonito o local, aparecendo vários prédios, a represa e algumas pessoas vestidas a caráter, passeando pelo entorno. O progresso desenfreado e a insensibilidade das pessoas acabaram com tudo, o igarapé virou um esgoto a céu aberto – o que restou do empreendimento foram as ruinas do imponente prédio, no estilo medieval.
Quem desejar conhecer o local deve descer um beco, no inicio da Ponte de São Jorge, andar pelas casas tipo palafitas e lamentar muito pelo estado em que se encontra o imóvel. Apesar de tudo de ruim que os homens fizeram, ele faz parte da nossa história, não podemos permitir a destruição total da nossa memória.
Estação D'Água - Cachoeira Grande
Estação D’Água – Cachoeira Grande
Descortinar a historia por entre amontoados de palafitas na Rua da Cachoeira, no bairro de São Jorge, em Manaus, é vislumbrar um passado da cidade que se perde diante da poluição. As ruínas imponentes do que restou do prédio, escondidas entre construções toscas que se equilibram sobre toras de madeira às margens do igarapé de águas fétidas, surgem insistindo em ficar.
Represa da Cachoeira Grande Foto: FERNANDA PRETO
Represa da Cachoeira Grande
O passado daquela obra magnífica pode nos ensinar como não construir o futuro. Nos últimos 140 anos, se destruiu de maneira irresponsável aproximadamente 140 quilômetros dos mananciais hídricos que serpenteavam Manaus, O primeiro igarapé a ser aterrado, o igarapé da Manaus Harbour, no centro da cidade. O desastre ambiental motivado pelo habito da população de jogar dejetos e cortar a mata ciliar dos igarapés para obter lenha para a cozinha gerou um problema de grandes proporções, que pode ser resumida na seguinte pergunta: Como dar de beber água para uma população crescente?
Ruínas da Represa da Cachoeira Grande Foto: FERNANDA PRETO
Ruínas da Represa da Cachoeira Grande
Foto: FERNANDA PRETO
O rio Negro, em frente à cidade, nunca foi boa fonte potável pelo cheiro forte e tonalidade escura cor de mel ou, como diziam os antigos, alhambre. Procurou-se uma solução para abastecer de água nas nascentes dos igarapés de Manaus, Castelhana, Cachoeirinha e, por fim, foi escolhido o da Cachoeira Grande, por apresentar as seguintes características: estar próximo a Manaus três quilômetros, ter vazão na estação das chuvas de 80 milhões de litros de água e 8 milhões no tempo da estiagem, dissolver bem o sabão, cozer os legumes e não apresentar vestígios sensíveis de matérias orgânicas ou terrosas em dissolução.
O engenheiro Lauro Batista Bittencourt, projetista da obra, calculou a necessidade de Manaus em 500 mil litros diários. Sendo pouco considerável a queda d’água no lugar escolhido, foi conveniente eleva-la a uma altura suficiente para a distribuição na cidade. Por isso, projetou-se a construção de uma represa com 104,30 metros de comprimento, 3,50 na maior espessura e 3,80 metros na maior altura, em alvenaria de pedra e cimento.
Ruínas da Represa da Cachoeira Grande Foto: FERNANDA PRETO
Ruínas da Represa da Cachoeira Grande
Em um contrato minucioso, ficou prevista também a construção de uma caixa de distribuição, uma rede com encanamento de ferro fundido, aquisição de bombas, turbinas e reservatórios na Praça dos Remédios.
A pedra fundamental para o inicio da construção foi lançada em 1º de julho em 1883. Um ano depois, a barragem esta pronta. Antonio Lopes Mendes, viajante português, visitou o local. Deixou suas impressões no seguinte texto: “Hoje visitamos as obras hidráulicas em execução na Cachoeira Grande. A água é cristalina e potável. Tomamos a picada aberta através da floresta que fica ao norte da cidade e, de lá, avistamos um grande manancial. Ali vimos muitos portugueses que executavam diversos serviços. Estes nossos compatriotas ganham de 2.500 reis a seis mil reis, salário insignificante numa terra onde um ovo de galinha custa 240 reis, uma galinha, seis mil e, em caso de necessidade, 18 e 20 mil reis! E tudo o mais nesta proporção”.
Represa da Cachoeira Grande Manaus Foto : Projeto Expedição de Igarapés
Represa da Cachoeira Grande Manaus
Foto : Projeto Expedição de Igarapés
No dia 20 de agosto de 1888 foi feita a primeira experiência com as turbinas, bombas e encanamento principal de nove polegadas, com excelente resultado. No dia 8 de dezembro, foi feita a experiência definitiva e, desde então, a cidade começou a ser abastecida regularmente 10 a 12 horas por dia, elevando até a altura do grande reservatório.
No esforço tecnológico para a construção desta memorável obra de engenharia, se utilizou trem de ferro até a localidade chamada Teju e britadeira para quebrar a pedra em tamanhos regulares para o concreto em cimento PortlandEssa obra foi o maior investimento feito na Região Norte no governo imperial de D. Pedro II.
Represa da Cachoeira Grande
Represa da Cachoeira Grande
Hoje, a população do local e muitos amazonenses não fazem noção da importância deste patrimônio.
A Prefeitura de Manaus ainda pode revitalizar o prédio, indenizar todos os moradores do local, fazer um passeio público e inclui-lo como parte do Parque dos Bilhares, mas, falta vontade política por parte dos prefeitos de Manaus.
Represa da Cachoeira Grande
Represa da Cachoeira Grande

Fotos da Represa da Cachoeira Grande em Manaus

Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Estação D'Água - Cachoeira Grande
Estação D’Água – Cachoeira Grande
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente
Igarapé da Cachoeira Grande Antigamente

Aécio propõe redução de ministérios para garantir eficiência do Estado



O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou na noite desta segunda-feira (4/08), em São Paulo, que a redução do número de ministérios e a criação da pasta da Infraestrutura darão mais eficiência ao governo federal. O presidenciável ressaltou que sua administração terá como foco a meritocracia e a qualidade dos serviços prestados à população. 

“Tenho certeza que um governo bem qualificado, composto pela meritocracia, mais enxuto, que entregue serviços [de qualidade] às pessoas, conquistará no Congresso Nacional o apoio necessário para as reformas que vamos fazer”, afirmou.

Aécio destacou a importância do aperfeiçoamento da infraestrutura no país para estimular a competitividade da economia. “Um dos gargalos a essa competitividade é exatamente o altíssimo custo para o escoamento da produção que se faz. Não temos ferrovias, rodovias, hidrovias, portos competitivos. É mais apropriado que esse planejamento seja feito por um ministério mais bem organizado”, disse.

Inclusão

As afirmações de Aécio Neves foram feitas na capital paulista durante inauguração do comitê de campanha da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP), que concorre a um novo mandato. O evento contou com a presença de diversas lideranças tucanas e militantes, que saudaram Aécio como futuro presidente. 

Mara tem intenso trabalho em favor da inclusão social da pessoa com deficiência. Desde 1997, a deputada comanda o Instituto Mara Gabrilli. A parlamentar pediu que Aécio amplie as ações em prol da pessoa com deficiência, que hoje têm o trabalho do governo de São Paulo como referência. 

sábado, 6 de setembro de 2014

História do Bairro : Petrópolis

É importante conhecermos a origem e a história dos nossos bairros. A história de um bairro se faz necessariamente de pessoas e de acontecimentos importantes. Contar a história de um bairro tão popular quanto Petrópolis é algo muito relevante para todos que passam pelo bairro.
História do Bairro : Petrópolis
História do Bairro : Petrópolis
Pena que não foi uma história que eu tenha ajudado a construir, mas estou ajudando a compartilhar um pedaço de pesquisas que encontrei em vários sites (inclusive coloquei o link de um livro INTEIRO sobre o bairro no final do post).
A história do bairro de Petrópolis, em Manaus, começa com o Coronel Alexandre Montoril (proveniente do Ceará no ano de 1912)  foi o personagem que se ocupou do povoamento do Bairro nos anos 50. Ao perceber que o relevo da área é constituído de terras altas e baixas com vasta vegetação de floresta, Alexandre Montoril resolveu chamá-la de Petrópolis, por ver semelhança com a já conhecida cidade serrana do Rio de Janeiro. A responsabilidade das terras era do Estado e de umas poucas famílias que praticamente se apossaram de grandes áreas no nascente Bairro .

Anos de 1950-1955

Entre os anos 1950 e 1955, uma dezena de ruas foi aberta. As moradias, em grande parte, eram construídas dentro dos sítios e das chácaras, com imensos quintais, árvores frutíferas e animais silvestres, paisagem típica da época. O acesso ao Bairro era muito difícil. O meio de transporte mais usado eram as carroças.
Na década de 50 muitas pessoas moravam em casas de madeira coberta de palha, bebiam água de cacimba, pois não havia água encanada, saneamento, luz elétrica e outros equipamentos sociais. Serviam-se, também, do límpido “igarapé do segundo”, nos limites do bairro de Petrópolis com o bairro de São Francisco. Cozinhavam a lenha e, à noite, a luz era de lamparina.
O ano de 1953 marcou o Amazonas com uma grande cheia, fato que trouxe para Manaus e, consequentemente para o Bairro de Petrópolis, inúmeras famílias à procura de condições melhores de vida. Alexandre Montoril se responsabilizou de lotear várias áreas do Bairro e abrigar as famílias recém-chegadas do interior do Estado do Amazonas.
Isso mesmo, a enchente de 1953 impulsionou expansão do bairro Petrópolis em Manaus. Na época, famílias de várias cidades do interior fugiram para Manaus em busca de abrigo. Vocês podem ver mais fotos da enchente histórica de 1953 neste álbum da fanpage Manaus, Onte, Hoje e Sempre

Anos 60

No início dos anos 60, o Bairro começou a receber as primeiras melhorias quanto à sua insfraestrutura. Algumas ruas foram alargadas e no ano de 1966 duas delas foram asfaltadas. Neste ano já se percebia melhorias nas casas, muitas delas já em alvenaria e com telhas de alumínio.

Anos de 1978-1980

Entre 1978-1980 o bairro já contava com 40 mil moradores aproximadamente e outros equipamentos sociais, tais quais: 1º Batalhão da Polícia Militar (fundado em 1965 e transformado em Comando Geral da PM em 2002); Escola Estadual Major Silva Coutinho (fundada em 1965); Escola Estadual Tiradentes (fundada em 1975); Corpo de Bombeiros (fundado em 1974); Igreja Matriz S. Pedro Apóstolo; 01 Posto de Saúde; 19 Igrejas Evangélicas, uma dezena de centros de umbanda; um centro espírita; 02 pequenos clubes (entre eles o Itamaraty); alguns prostíbulos (entre eles o “Maria das Patas”), vários pequenos comércios, açougues, 02 farmácias, botecos com presença marcante de bilhar, bazares; alguns campos de futebol (entre eles o Penarol), 08 ruas asfaltadas e muitas outras esburacadas e quase intransitáveis.

Anos 80

No início dos anos 80, cerca de 85% da população dispunha de energia elétrica e água encanada. Grande parte da população era constituída por famílias de baixa renda e baixa escolaridade. O número de crianças e jovens era altíssimo e as Escolas existentes no Bairro não atendiam essa demanda. Grande parte da população na faixa etária entre 20 e 30 anos trabalhava no Distrito Industrial.

Anos 90

O Bairro usufrui de várias atividades comerciais, como padarias, loterias, farmácias, mercadinhos, sorveterias, lojas de eletrodomésticos, construção civil, posto de gasolina, auto-peças, serrarias e restaurantes, gerando oportunidades para que pequenos e micro-empresários possam desenvolver a economia local. No entanto, poucos são os moradores que conseguem emprego no próprio bairro.
De acordo com levantamento estatístico realizado pela Somap, aproximadamente 600 crianças, na faixa etária entre zero a cinco anos, estão fora das creches da rede pública. Essas condições adversas se devem ao pouco número de emprego gerado pela atividade comercial do bairro, quase sempre um negócio familiar. Integram ainda o bairro os conjuntos habitacionais Jardim Petrópolis e Vale do Amanhecer e os condomínios João Paulo VI, Nova Jerusalém e Vale do Sol I e II, que formam um cenário diferente de outras áreas do Petrópolis, com aspecto de área bem desenvolvida economicamente. Vários órgãos de utilidade pública funcionam em Petrópolis, como as escolas públicas estaduais e Municipais Major Silva Coutinho, Tiradentes, Escola da Polícia Militar (GM) , Tomás Meireles e CEMEI “Dirson Costa”, além de vários centros educacionais particulares. Na área da segurança o bairro abriga o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Amazonas, o Comando Geral da Polícia Militar, Sindicato da Polícia Civil do Estado (Sinpol), e a 3ª Delegacia de Polícia, que atende os bairros de São Francisco, Petrópolis, Raiz e Japiim, funcionando 24 horas. Na área de saúde o Bairro conta com 1 (uma) Unidade Básica de Saúde e 1 CAIC e algumas casas do Médico da Família.
O Bairro conta com a Associação de Moradores do Bairro de Petrópolis (SOMAP), eleita por voto popular, fundada em 25 de fevereiro de 1982, na rua Bernardo Michiles, nº 818.
O bairro não deixa de reverenciar a figura de seu fundador, tanto que o coronel Alexandre Montoril dá seu nome ao prédio onde funciona o Caic (Centro de Atendimento Integrado à Criança).
Mais informações, ou a História Completa sobre o bairro de Petrópolis você pode acessar esse link AQUI
O nome de Petrópolis foi dado na época pelo próprio coronel Alexandre Montoril, pois segundo contam os moradores antigos, a geografia do lugar, formada por elevações e baixadas, se assemelhava a da cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.
O nome de Petrópolis foi dado na época pelo próprio coronel Alexandre Montoril, pois segundo contam os moradores antigos, a geografia do lugar, formada por elevações e baixadas, se assemelhava a da cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro.

Brasil é refém da maior taxa de juros do mundo, diz Aécio sobre Copom

O Brasil está preso numa armadilha de baixo crescimento e inflação elevada. Mas não apenas: também nos tornamos reféns da mais alta taxa de juros do mundo, como confirmado hoje pela decisão do Copom que manteve a Selic em 11% ao ano.
 
Trata-se de mistura indigesta, que impede o país de voltar a crescer e gerar melhores condições de vida para sua população.
 
A taxa básica de juros continua mais alta do que quando a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, em janeiro de 2011. Pior: desde fins do ano passado, voltamos a liderar o nada honroso ranking mundial de juros reais. Desde então, a cada decisão do Copom nos distanciamos das demais economias.
 
A política monetária atual revela os estreitos limites do voluntarismo inerente a várias medidas tomadas pela atual gestão. Em 30 de abril de 2012, a presidente foi à TV prometer a redução dos juros. Baixá-los a 2% ao ano em termos reais era um de seus principais compromissos desde a campanha eleitoral.
 
Hoje, em quaisquer linhas de crédito que se observe, as taxas já retornaram aos patamares vigentes no início do atual governo.
 
É mais uma demonstração de que, ao contrário do que parece crer a presidente da República, problemas não são resolvidos no improviso. Foi a alta da inflação, estimulada pelo governo, que obrigou o Banco Central a subir os juros. Enquanto for assim, difícil será reduzi-los.
 
Baixar os juros abusivos praticados no Brasil é obrigação de um governo responsável e realmente comprometido com a melhoria das condições de vida no país. Mas não é algo que se obtenha na marra.
 
A única maneira de fazê-lo de maneira permanente é: (i) ser transparente e cuidar das contas públicas sem truques; (ii) economizar o suficiente para reduzir tanto a dívida bruta quanto a líquida de forma consistente; e (iii) cumprir rigorosamente a meta para a inflação, sem manipulações.
 
É tudo que o governo do PT não faz. O preço, pagamos na forma de crescimento medíocre, inflação persistentemente alta e juros nas alturas.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

10 de Julho de 1884: Libertação dos Escravos no Amazonas

Hoje, 10 de julho, é a data em que o Amazonas libertou seus escravos, tornando-se o segundo Estado brasileiro a proclamar a libertação dos escravos, atrás somente do Estado do Ceará, e, quatro anos antes da Lei Áurea ser sancionada pela Princesa Isabel, ocorrida somente em 1888. Foi com a nomeação do Presidente Theodoreto Carlos de Farias Souto, para a Província do Amazonas, em fevereiro de 1884, que se deu a proliferação das sociedades abolicionistas, na capital e no interior, quando se juntaram à Sociedade Emancipadora Amazonense (1870) e à Libertadora (1881).
No dia 10 de julho de 1884 foi decretada a extinção da escravatura pelo então governador da Província do Amazonas Theodoreto Carlos de Faria Souto.
Theodoreto Carlos de Faria Souto
Theodoreto Carlos de Faria Souto
Os membros da “Sociedade Emancipadora Amazonense”, desde março de 1880, destacando-se Bento de Figueiredo Tenreiro AranhaMiguel Gomes de FigueiredoJosé Coelho de Miranda LeãoJosé de Lima Penantes e Augusto Elíseo de Castro Fonseca, vinham fazendo constar em todos os orçamentos da Província dotações específicas na lista de suas despesas, destinadas à libertação dos escravos, através da compra da cartas de alforria, entregues sempre em festas solenes, para maior retumbância do acontecimento, sendo rara as solenidades ou quaisquer evento público em que não fossem incluídas. Como, por disposições legais através de pesadas taxas, dificultava-se entradas de escravos no território amazonense, muito rapidamente se foi diminuido seu número na região. Existia também o jornal “Abolicionista Amazonense” que teria, na opinião pública, a devida repercussão; assim como missões de alforria pelos rios Purus, Madeira e Solimões.
Efetivamente, o Amazonas ao libertar seus escravos, dava um grande e pioneiro passo à igualdade social do homem em terras brasileiras.

Aécio Neves se compromete a criar comitê para projetos esportivos



O candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, jogou uma partida de futebol neste domingo (31/08) com atletas, ex-jogadores, atores, músicos e intelectuais em clima de descontração, no Rio de Janeiro.  O time dele venceu a partida por 6 x 5. No intervalo do jogo, Aécio assinou a “Carta Compromisso pelo Esporte Brasileiro” e anunciou a criação, durante seu governo, de um comitê interministerial para articulação de projetos esportivos.
Aécio é o primeiro candidato à Presidência a assumir publicamente compromisso com o esporte brasileiro. Para ele, o esporte é um “instrumento de agregação, de integração social, de desenvolvimento social e também, por que não, econômico”.
“Vamos criar um Comitê Interministerial, para a articulação de programas e projetos voltados ao esporte, que envolvam além do Ministério do Esporte, [os ministérios] do Planejamento, da Educação e da Saúde e com ampla participação da sociedade civil”, destacou o candidato, confirmando o principal item da carta compromisso.
O candidato se comprometeu com a desburocratização na utilização da lei de incentivo ao esporte, o funcionamento do Sistema Nacional de Esporte e a implantação do esporte de qualidade nas escolas.
Aécio afirmou que o esporte deve ser um “instrumento de inclusão social”. Em relação ao futebol, um calendário mais racional para os jogos e a profissionalização dos clubes. Ele lembrou de sua experiência bem sucedida como governador de Minas Gerais na condução de projetos de ampliação da participação de crianças e jovens em atividades esportivas.
Placar
Em campo com a camisa número 45 e no time “Muda Brasil”, Aécio jogou ao lado dos ex-jogadores de futebol Zico e Bebeto e do ator Márcio Garcia. No time adversário, “Brasil Melhor”, estavam o ator Eri Johnson, o músico Raimundo Fagner e o ex-atleta Robson Caetano, entre outros.
Articulado por Zico, o “Futebol entre amigos” terminou com o placar de 6 a 5 para o time de Aécio Neves, que marcou dois gols. O jogo foi realizado na Escola Zico 10, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
“Quero dizer que essa é a transformação verdadeira que o Brasil precisa, quando todos se somam em um projeto comum de uma nação. Ninguém solitariamente levará este Brasil a lugar algum, mas nós vamos levá-lo em uma grande parceria feita com generosidade e com responsabilidade”, ressaltou o candidato.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Província do Amazonas

A Província do Amazonas foi uma província do Império do Brasil, sendo criada a partir do desmembramento da Província de Grão-Pará, após a ter lutado ao lado do Império na Cabanagem, recebeu como uma espécie de recompensa a sua autonomia, em 1850.
Províncias do Brasil em 1822
Províncias do Brasil em 1822
A majestosa estátua que se encontra na Praça da Saudade e o nome do município de Presidente Figueiredo, traduzem uma justa homenagem ao 1º. Presidente (atual Governador) da Província (atual Estado) do Amazonas, chamado João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, um grande homem que lutou para que o Amazonas se transformasse numa província e Manaus fosse sua capital, governou no período de 1º. de janeiro de 1852 a 27 de junho de 1852, ficou doente e foi exonerado, vitima de um incêndio, veio a falecer em Belém, em 19 de janeiro de 1861; dizem que enlouqueceu – 0 Jornal do Comercio, na edição especial de aniversário da cidade de Manaus, publicou a biografia do Tenreiro Aranha.
Monumento do fundador da província do Amazonas Tenreiro Aranha na Praça da Saudade
Monumento do fundador da província do Amazonas, Tenreiro Aranha na Praça da Saudade

Biografia de Tenreiro Aranha

“Tenreiro Aranha nasceu a 23 de junho de 1798. Era filho do poeta Bento de Figueiredo Tenreiro Aranha e de Rosalina Espinosa Solkman Tenreiro Aranha. Bento Figueiredo exercia, em Belém, o cargo de escrivão vitalício da Alfândega, falecendo a 25 de novembro ded 1811 e deixando Tenreiro Aranha com apenas 13 anos. Rosalina ficou na pobreza, contando somente com o sítio Memória, resultado daí o apelido do menino de João da Memória. Com 14 anos Aranha prestou exame de matemática, além de se sair bem em aritmética, contabilidade e escrituração mercantil no Liceu Paraense. Embarcado, na qualidade de escrivão, a bordo de uma escuna, numa de suas viagens, chegou ao Rio de Janeiro, onde pleiteou o emprego que o pai ocupara, pois a lei mandava dar preferência, por morte do serventuário, ao filho mais velho, quando competente, mas a vaga lhe foi negada. Decepcionado, largou o trabalho de escrivão e a escuna, voltando a Belém onde conseguiu o cargo de escrevente da Junta da Fazenda Real, em 1815. Em 1818, alistou-se no Esquadrão de Cavalaria, criado e organizado naquele ano pelo conde de Vila Flor, capitão-mor da capitania, na capital paraense. No Esquadrão foi de sargento a alferes, posto este confirmado por D. João VI. Após 1822, a sociedade paraense se dividiu politicamente, parte contra a independência do Brasil; outra, a favor.
Monumento do fundador da província do Amazonas Tenreiro Aranha na Praça da Saudade
Monumento do fundador da província do Amazonas, Tenreiro Aranha na Praça da Saudade
Nessa ficou Tenreiro Aranha exonerando-se das funções de alferes e tendo resolvido, então, fundar um estabelecimento agrícola na Ilha de Marajó, quando foi convidado a ocupar o cargo de escriturário da Junta da Fazenda. Já estava casado com Emília Portal de Carvalho. Devido às suas preferências políticas, que ele tornava públicas através dos jornais, começou a ser perseguido e escreveu: – Escapei de ser preso nessa ocasião, por haver quem por mim se interessasse junto ao poder despótico de Villaça, contudo era sempre apontado e vivia em risco por ter escrito e publicado algumas idéias a favor da causa do Brasil no Periódico Paraense, e sustentado com energia a eleição na Câmara – Por duas vezes, teve de fugir em pequeno barco à vela e a remo, para São Luiz do Maranhão, com sacrifício de saúde e dinheiro, a fim de não cair nas garras dos seus adversário. Em 16 de novembro de 1831 foi reintegrado nas funções de escrivão da Mesa Grande da Alfândega e depois administrador da Mesa de Estiva, onde ficou até 1836, sempre servindo, devido ao seu conhecimento da coisa pública, em várias comissões de importância como as de comercio, industria, navegação e política. Ainda em 1832, sofrendo novas perseguições políticas, refugia-se nos Estados Unidos e depois no Rio de Janeiro, voltando a Belém em 1834, onde, depois de condenar o assassinato do presidente Lobo, novamente teve que fugir, outra vez para o Maranhão. Já como inspetor da Alfândega, foi demitido e mandado ser preso pelo general André, em março de 1838 e posto em liberdade em 20 d maio, desde que seguisse par ao Rio de Janeiro a fim de responder a processo, o que ele obedeceu. Dois meses depois, porém, quando seguia para o Rio a bordo da charrua Carioca, soube que o processo contra ele deram em nada e fora novamente nomeado pela Regência como inspetor da Alfândega do Pará. Volta para Belém.
De 1840 a 1849, Tenreiro Aranha foi ininterruptamente eleito deputado provincial. Nas legislaturas de 1848 e 1849, serviu na Assembléia Geral, como deputado pelo Pará, que, então, compreendia o Amazonas. De todos os benefícios que prestou, nas duas Assembleias, são incomparáveis, pelo seu alcance político e econômico, o da elevação do Amazonas à categoria de província e do estabelecimento da navegação a vapor no Amazonas, este, apoiado por Irineu Evangelista de Souza (Barão de Mauá), criador e incorporador da Companhia de Navegação e Comércio do Amazonas. Sobre o fato, em 7 de novembro de 1849, apresentou a seguinte indicação: Indico que se dirija uma representação à Assembleia Geral legislativa, para que a Comarca do Alto Amazonas seja elevada à sua antiga categoria de Província. Tenreiro Aranha dedicou-se também a magistério, tendo-se especializado em Contabilidade e Escrituração Mercantil, foi nomeado a 11 de fevereiro de 1841, para reger estas disciplinas no Liceu Paraense, função da qual se exonerou, em 11 de janeiro de 1844, por haver aceito ser Inspetor de Alfândega. Em 9 de novembro de 1846, concursado, foi nomeado para a cadeira de Geometria daquele estabelecimento de ensino secundário. Deixou a Alfândega, para a qual teria de voltar depois. Afinal, em 1850, foi criada a Província do Amazonas, por Lei no. 582, de 5 de setembro, sendo Aranha nomeado seu primeiro presidente por decreto imperial de 7 de junho de 1851. A bordo do vapor Guapiassú, chegou a Manaus a 27 de dezembro de 1851, sendo recebido com festividade pela diminuta população da capital. Levava numerosas pessoas, algumas das quais para seus auxiliares.
A 1º. De janeiro de 1852, na Câmara Municipal, em sessão extraordinária e solene, assumiu o governo, instalando a província. Iniciou seu trabalho regulamentando os serviços públicos, baixando instruções para a arrecadação, fiscalização e escrituração das rendas provinciais. Adotou o regulamento da Instrução Pública do Pará, enquanto elaborava outro mais adequado, e criou as repartições necessárias. Mandou explorar alguns rios, cuidando da sua navegação. Tratou da catequese dos índios e da colonização. Arrumou um prédio para o Palácio do Governo e mandou fazer uma nova cadeia, além de começar a criar um núcleo de colonização agrícola e fabril. Presidente da nova província, e ainda Deputado Geral, teve que descer a Belém numa canoa e dela seguir em navio para o Rio de Janeiro, para tomar parte do plenário da Assembleia, onde pretendia conseguir apoio para o seu governo, passando o cargo para o vice-presidente Manoel Gomes Correia de Miranda, em 27 de junho de 1852.
Doente, regressou a Belém para se tratar quando a 31 de dezembro daquele ano recebeu o decreto de sua exoneração como presidente do Amazonas. Reelegeu-se ainda para a Assembleia Provincial do Pará de 1856 a 1859 e, depois, tentou se candidatar ao senado, mas, numa lista tríplice enviado ao governo, foi escolhido Domingos Ferreira Pena. Aos 60 anos recolheu-se a vida privada. Dizem que enlouqueceu, vinda a falecer, vítima de um incêndio que irrompeu em seu dormitório, num subúrbio de Belém, em 19 de janeiro de 1861″.
Etimologia
A província recebeu o nome de Amazonas em homenagem às mulheres indígenasicamiabas, que dominavam a região, riquíssima em ouro. Icamiabas é uma palavra tupi que designa o nome dado às mulheres sem homens, ou ainda, mulheres que ignoram a lei. QuandoFrancisco de Orellana desceu o atual rio Amazonas em busca de ouro em 1541, rumo ao Andes,o rio era chamado de rio Grande, Mar Dulce ou até mesmo rio da Canela, por causa das grandes árvores de canela existentes ali.Entretanto, o principal nome dado ao rio era rio das Icamiabas. As icamiabas eram mulheres guerreiras indígenas, resistentes aos colonizadores. A resistência vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tão relevante que o rei espanholCarlos V tomou conhecimento do fato por narrações. Elas passaram a ser chamadas de “amazonas”, inspirado nas guerreiras hititas. Amazonas é o nome dado pelos gregos às mulheres guerreiras.No livro Matriarchat in Südchina: Eine Forschungsreise zu den Mosuo (Taschenbuch), a autora, Heide Göttner-Abendroth, revela a raiz comum da palavra Ama para asociedade matriarcal ainda existente na China, nopovoado de Moso, cujo significado é mãe, na língua local dos mosos; a palavra ainda encontra a mesma raiz no norte da África, aonde também o matriarcado existiu e os quais se auto denominavam amazigh. Por esta razão, a antiga palavra Ama tem o significado de Mãe no sentido mais estrito; no sentido figurativo denomina cultura matriarcal.
História
O que hoje é reconhecido como Amazônia, nos primeiros anos do século XVII era denominado Estado do Maranhão e a única cidade existente era a de São Luís, que concentrava todo o poder do Estado. As regiões central e oeste foram ocupadas apenas por ordens religiosas que subdividiram em áreas de missões e aldeamentos de atuação de Jesuítas, Carmelitas, Dominicanos e Franciscanos, o que variou ao longo do tempo, particularmente, desde o fim da Companhia de Jesus, em meados do século XVIII. Ao tempo em que as Ordens Religiosas dominavam o interior do vale Amazônico, o Governo do Estado do Maranhão promovia a distribuição de terras para particulares fundarem suas capitanias. Nesse contexto, capitanias de duas naturezas diferentes foram fundadas: As Capitanias da Coroa ou Reais, e as Capitanias Particulares.
O Estado do Maranhão virou “Grão-Pará e Maranhão” em 1737 e sua sede foi transferida de São Luís para Belém do Pará. O tratado de Madride 1750 confirmou a posse portuguesa sobre a área. Para estudar e demarcar os limites, o governador do Estado, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instituiu uma comissão com base em Mariuá em 1754. Em 1755 foi criada a Capitania de São José do Rio Negro, no atual Amazonas, subordinada ao Grão-Pará. As fronteiras, então, eram bem diferentes das linhas retas atuais: o Amazonas incluía Roraima, parte do Acre e se expandia para sul com parte do que hoje é o Mato Grosso. O governo colonial concedeu privilégios e liberdades para quem se dispusesse a emigrar para a região, como isenção de impostos por 16 anos seguidos. No mesmo ano, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhãopara estimular a economia local. Em 1757 tomou posse o primeiro governador da capitania, Joaquim de Melo e Póvoas, e recebeu do Marquês de Pombal a determinação de expulsar à força todos os jesuítas (acusados de voltar os índios contra a metrópole e não lhes ensinar a língua portuguesa).
Em 1772, a capitania passou a se chamar Grão-Pará e Rio Negro e o Maranhão foi desmembrado. Com a mudança da Família Real para o Brasil, foi permitida a instalação de manufaturas e o Amazonas começou a produzir algodão, cordoalhas, manteiga de tartaruga,cerâmica e velas. Os governadores que mais trabalharam pelo desenvolvimento até então foram Manuel da Gama Lobo d’Almada e João Pereira Caldas. Em 1821, Grão Pará e Rio Negro viraram a província unificada do Grão-Pará. No ano seguinte, o Brasil proclamou a Independência

Criação da Província

A ocupação e povoamento do Amazonas deu-se de maneira esparsa, por conta da vegetação densa. Na foto, casa de caboclo na beira do rio
A ocupação e povoamento do Amazonas deu-se de maneira esparsa, por conta da vegetação densa. Na foto, casa de caboclo na beira do rio
Em meados do século XIX foram fundados os primeiros núcleos que deram origem às atuais cidades de Borba, Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Careiro. A capital foi situada em Mariuá(entre 1755-1791 e 1799-1808), e em São José da Barra do Rio Negro (1791-1799 e 1808-1821). Uma revolta em 1832 exigiu a autonomia do Amazonas como província separada do Pará. A rebelião foi sufocada, mas os amazonenses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial, Frei José dos Santos Inocentes, que obteve no máximo a criação da Comarca do Alto Amazonas. Com a Cabanagem, em 1835-1840, o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial e não aderiu à revolta. Como espécie de recompensa, o Amazonas se tornou uma província autônoma em 1850, confirmada segundo a Lei n.º 582, de 5 de setembro de 1852.6 Separando-se definitivamente do Pará. Com autonomia, a capital voltou para esta última, renomeada como “Manaus” em 1856.5
Foto de Manaus, capital da província em 1865
Foto de Manaus, capital da província em 1865
Política (Presidente da Província)
Foto do Palacete Provincial em Manaus, residência dos presidentes da província.
Foto do Palacete Provincial em Manaus, residência dos presidentes da província.
O presidente da província não tinha um mandato, podendo ser exonerado ou pedir afastamento à revelia. Principalmente devido à está possibilidade concreta de falta de dirigente diretamente subordinado ao Imperador e seu ministério, eram escolhido pela Assembleia Local vice-presidentes, teoricamente aptos a exercer interinamente o cargo vago, até que o novo presidente fosse nomeado por Carta Imperial e assumisse o cargo. A escolha do presidente e o papel que devia desempenhar está de acordo com que define os Artigos 165 e 166 da Constituição Imperial:
Art. 165: “Haverá em cada província um presidente, nomeado pelo Imperador , que o poderá remover, quando entender que assim convém ao bom serviço do Estado.”
Art 166: “A lei designará as sua atribuições, competência e autoridade, e quando convier ao melhor desempenho dessa administração.”1
O primeiro presidente da Província do Amazonas foi Tenreiro Aranha. Para enfrentar as dificuldades financeiras da administração, ele conseguiu que o governo redirecionasse parte das verbas do Pará e do Maranhão durante alguns anos, para suprir o orçamento amazonense no início. Com este dinheiro, Aranha fundou uma tipografia e fez circular o primeiro jornal do Amazonas, o Cinco de Setembro. O progresso introduziu o comércio fluvial e o “regatão”.

Bandeira Antiga do Amazonas

A primeira notícia de bandeira amazonense é dada pelo cronista Julio Uchoa (1897-1970) que, em certa ocasião, se intrigou com a bandeira branca e azul-celeste do Amazonas. Segundo tal transcrição “a bandeira da Província do Amazonas consta de um plano cortado por duas diagonais que formam quatro triângulos abertos, figurando dois deles em cor azul-celeste (superior e inferior) e em branco puro os dois triângulos laterais opostos, esquerdo e direito”.
Bandeira Antiga do Amazonas
Bandeira Antiga do Amazonas
Continua a dizer que as cores branca e azul-celeste reúnem as cores dabandeira real arvorada em embarcações, prédios etc. ao tempo da Colônia. Tal bandeira consta ainda da chamada coleção Carlos Piquet, que teve exibição no Museu Histórico Nacional como sendo a bandeira levada pelas tropas amazonenses para a Guerra Civil de Canudos.
Consta ainda relato de “O Jornal” de 31 de julho de 1949: “De fato, não se conhece o idealizador da bandeira. Também é duvidosa a afirmação de que a tropa amazonense contra Canudos tenha conduzido a bandeira amazonense. São conhecidas apenas os dois exemplares da bandeira nacional participantes desse conflito. Elas estão no Palacete provincial”.
República e DissoluçãoA província do Amazonas se antecipou em quatro anos à Abolição, decretando o fim da escravidão em 10 de julho de 1884 (embora houvesse poucos escravos). A província do Amazonas tornou-se estado com a proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. O tenente Ximeno Villerroy foi nomeado interventor do governo federal. A política sofreu sucessivas crises, com disputas patrocinadas pelos empresários da borracha, e surgiram caudilhos locais, como Eduardo Ribeiro (modernizador de Manaus) e Guerreiro Antoni. Em 1910, foi deposto o governador Clemente Ribeiro Bittencourt.